A MÁSCARA DE CHAPO CAIU

 


A MÁSCARA DE CHAPO CAIU


Discurso de incitação e repressão violenta geram indignação


Um recente discurso do presidente Filipe Nyusi, conhecido como "Chapo", gerou uma onda de críticas e preocupações na sociedade moçambicana. Em tom agressivo, ele afirmou que "nem que seja para jorrar sangue contra as manifestações violentas, iria fazê-lo", o que muitos consideraram um claro incentivo à repressão brutal.


Diante das críticas da imprensa e da sociedade, Nyusi tentou se esquivar das acusações, alegando que seus discursos foram manipulados pelos meios de comunicação através do uso de inteligência artificial. A justificativa, no entanto, não convenceu a opinião pública.


Enquanto isso, Venâncio Mondlane, considerado por muitos o verdadeiro presidente eleito pelo povo, tem percorrido o país comemorando sua vitória nas eleições gerais. Durante esse período, nenhuma evidência de vandalismo ou destruição de bens públicos foi registrada em suas manifestações. No entanto, o mesmo não se pode dizer da violenta repressão policial ordenada no dia 5 de março em Maputo, quando uma passeata pacífica com Mondlane foi brutalmente atacada.


A Unidade de Intervenção Rápida (UIR), sob comando de um líder que teria sido escolhido nos gabinetes do Conselho Constitucional, abriu fogo contra a multidão, resultando na morte de duas crianças e deixando mais de uma dezena de feridos. A grande questão que se coloca agora é: eram essas manifestações pacíficas consideradas violentas ao ponto de justificar o uso de balas reais pela UIR?


As declarações de Nyusi sobre "jorrar sangue" dos manifestantes em Cabo Delgado ganham um novo significado diante dos acontecimentos recentes. Seria mais uma "manipulação" da mídia, como ele alega? Ou a repressão violenta já faz parte de sua estratégia para se manter no poder?


A alcunha de "presidente Mata e Reza" ganha cada vez mais força entre a população, que vê suas palavras se materializando em ações repressivas. O episódio de 5 de março escancarou uma realidade que muitos já denunciavam: a máscara de Chapo caiu. E, diante da crescente indignação popular, a pergunta que ecoa pelo país é se ele ainda conseguirá governar Moçambique.

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